A Passeata do Centenário

Passeata do CentenárioAs comemorações foram intensas na Semana do Centenário. Uma seqüência de eventos mantiveram a comunidade Áureo-Cerúlea envolvida durante todo o final de semana. Após o Grande Jantar e Assembléia Festiva, que ocorreu na noite de sexta-feira (10/10), os torcedores do Lobão já estavam juntos novamente no sábado pela manhã. Era a Passeata do Centenário, que coloriu as ruas da cidade em um trajeto simbólico, dando início a um dia cheio de atividades comemorativas.

A manhã de sábado começou com chuva. Mas isso não foi obstáculo para a fanática nação azul e ouro. A partir das 10h os torcedores começaram a chegar ao ponto de encontro, em frente ao Clube Caixeiral - local onde foi firmada a fundação do E. C. Pelotas.
A chuva talvez fosse mesmo necessária. Para os que acreditam na mística que envolve a passagem dos 100 anos, ela teve um significado. A chuva representa a renovação. Para lavar a alma e os reciclar os valores, para fomentar a vida e completar um ciclo. Após a chuva, sempre vem o sol (símbolo da bandeira do Pelotas), nascendo denovo, trazendo o calor e as novas energias para o início de uma nova era.

E no dia do Centenário do Pelotas, em 11 de outubro de 2008, foi assim que aconteceu: a torcida saiu às ruas, festejou na chuva, lavou a alma e depois viu o sol nascer na Boca do Lobo, enquanto o Pelotas jogava e vencia no gramado, anunciando o começo de um novo século na vida do Lobão.

Para os mais céticos, a chuva serviu ao menos para animar a festa e mostrar que os fiéis do Lobão não se intimidam por pouco. Aos poucos a galera foi chegando, devidamente equipados com badeiras, faixas, balões e instrumentos musicais. Quando o grupo estava formado, a procissão azul e ouro partiu, do Caixeiral à Boca do Lobo, pela rua 15 de Novembro.

Flávio na PasseataCantando sem parar, festejando com muita alegria, a passeata chamou a atenção de todos que estavam no centro da cidade naquele momento. Muitos talvez não tenham acreditado na força do Lobão; quem sabe foi por isso que os únicos registros e coberturas da passeata foram realizados apenas pelos próprios torcedores, com suas câmeras e seus celulares. Mas tudo bem, já estamos acostumados com isso, faz parte do desafio diário de ser Áureo-Cerúleo: não vivemos da mídia, vivemos é de paixão.

Subindo pela rua 15, a torcida foi mandando o seu recado, parando para “agitar” em frente aos diversos estabelecimentos tradicionais da cidade que existem naquela rua. A cada lugar que a torcida passava, as atividades eram interrompidas e todos saíam para a rua, para ver de perto aquela linda festa. O que não faltou foram funcionários abandonando seus postos nas lojas para sair e registrar com celulares a Passeata do Centenário.

Os cantos e gritos de guerra não pararam durante todo o percurso. Ao chegar na Avenida Bento Gonçalves, a principal avenida da cidade onde se localiza a Boca do Lobo, a galera entoou o “parabéns a você”, o Hino Áureo-Cerúleo e o clássico “êê êê o Lobão vem aí!”.

Mais uma parada na esquina da Bento com Anchieta antes de entrar no Estádio. Em frente aos portões da Boca do Lobo, chegava ninguém menos que Flávio Minuano, para encontrar uma legião de torcedores que o saudaram e pediram autógrafos. Já se aproximava o meio-dia e Flávio partiu para a Churrascaria Lobão, onde encontrou Nei Silva, Ademir Alcântara, Juarez, Celso Guimarães e Flávio para um almoço de muitas recordações.

Homenagem da TorcidaEnquanto isso, na Boca do Lobo, a torcida fazia a entrega de uma Placa em homenagem aos 100 anos do clube. A placa foi fixada junto à outras ali existentes, homenagens de momentos anteriores, com um breve discurso de Maurício Guimarães em nome da torcida, e um breve discurso de agradecimento, do Presidente Luís Aleixo em nome do Esporte Clube Pelotas.

Confira aqui todas as fotos da Passeata do Centenário.

Confira em breve na próxima matéria: PARTE 2 - Tarde de Jogos e Festa na Boca do Lobo.