"Não adianta trazer jovens promissoras, como temos, se não houver sequência de treinos"

Na véspera de jogo importante no Gauchão feminino, Marcos Planela avalia primeiro turno das Lobas

Por Aline Klug - AI/ECP, Publicado em 16/10/2021 às 10h39.

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Foto: Aline Klug - AI/ECP

Finalizado o primeiro turno do Campeonato Gaúcho Feminino, neste domingo as Lobas entram em campo às 10h, fora de casa, para sua primeira decisão na competição. Diante da soma dos resultados, a equipe de Marcos Planela precisa vencer o confronto contra o Brasil de Farroupilha para seguir em busca do objetivo: conquistar a melhor colocação possível no estadual para garantir uma vaga na A3 do Campeonato Brasileiro de 2022. 

Com a virada de turno e mais três jogos importantes pela frente, o coordenador técnico avaliou as primeiras partidas e foi enfático, três pontos somados na primeira etapa da competição não estavam nos planos. “Avalio nosso primeiro turno fraco, abaixo da expectativa. Sabíamos das dificuldades que os adversários iam nos impor, das nossas dificuldades, mas eu tinha uma expectativa de uma melhor performance nesse primeiro turno”, comenta.

Quanto às evoluções da equipe, o espírito de grupo tem se tornado nítido, entretanto há dúvidas sobre pontuais posições na equipe titular. “Embora o nosso desempenho tenha sido abaixo do esperado no primeiro turno, eu entendo que com o passar dos jogos o aspecto coletivo da equipe vem evoluindo. Nós ainda não temos uma formação titular 100% definida, pois em uma ou duas posições algumas atletas ainda não estão dando a resposta que a gente esperava e nós estamos buscando. Infelizmente é uma competição de tiro curto e muito rápida e chegamos no final do primeiro turno ainda tentando achar a formação ideal”. De acordo com Planela, os nomes das quais são dúvidas passarão por avaliação em Farroupilha através de mudanças na equipe em busca do encaixe ideal e do êxito na partida.

Sobre as dificuldades encontradas ao longo da competição, o coordenador das Lobas pontua positivamente o aporte financeiro disponibilizado pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF), a qual patrocina as equipes com despesas de jogo. Com menos uma problemática porém, outro aspecto que tem prejudicado a equipe é quanto à carga horária de treino semanal, uma vez que devido por não possuírem salário para jogar, as jogadores dedicam-se a um emprego fora da área, além de, diversas atletas não residirem em Pelotas e o custo da viagem não ter cobertura de qualquer patrocinador. Como resultado, o grupo consegue se reunir para treinamentos em grupo apenas aos finais de semana.

“Não adianta ter nomes como nós conseguimos aglutinar e trazermos jovens de grande potencial que vão, em seguida, receber outras oportunidades em competições maiores, se para os objetivos do Pelotas nós não aumentarmos a frequência de treinos durante a semana. Vamos percorrer os mesmos erros. Vai faltar um padrão físico, vai faltar um melhor padrão coletivo, tático e vai faltar o aprimoramento técnico que será mostrado naquele jogo que tu tem que ser cirúrgico e definir melhor as finalizações. Vai faltar a qualidade, embora a jogadora tenha sua qualidade individual, o treino é fundamental”, finaliza Planela.

 

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