Juventude e experiência em busca do Gauchão Feminino 2021

Atletas avaliam mescla de idades que compõem o elenco das Lobas

Por Aline Klug - AI/ECP, Publicado em 22/08/2021 às 13h15.

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A atacante Andressa, que ingressou nas Lobas em 2017, é uma das jovens esperança de gols (Foto: Tiago Winter)

Juventude e experiência. Duas palavras que resumem a equipe adulta de futebol feminino do Pelotas. Esta que a partir do dia 19 de setembro passa a defender as cores azul e ouro nos gramados espalhados pelo Rio Grande do Sul em busca de um objetivo: uma boa colocação no Campeonato Gaúcho 2021 e, consequentemente, vaga do Brasileirão A3 do próximo ano. 

Até o momento, 37 jogadoras compõem o plantel do técnico Marcos Planela. Dentre elas, a zagueira Bia, de 32 anos. Com uma longa e vitoriosa história escrita dentro do Pelotas, com título de campeã gaúcha adulta no ano de 2008, a atleta novamente representará as Lobas em mais um estadual. Dentre as semelhanças com a oportunidade que recentemente completou 13 anos, está o método de trabalho implantado pelo treinador, uma equipe com misto de idades, mas com foco de “gente grande”. “Hoje vejo nas meninas mais jovens aquele brilho no olhar, de estar lutando por um sonho, de ter algo a mais dentro do futebol, algo que eu tinha alguns anos atrás, de se sentir feliz em jogar em uma grande equipe. Eu tentarei contribuir com a minha experiência, disciplina e principalmente com a minha vontade de estar jogando dentro de campo. Aquela garra e sangue no olho”, conta a zagueira.. 

Experiente quando o assunto é jogar bola, mas ainda jovem nos gramados, a meia Fernandinha, de 24 anos, coleciona passagens por equipes de futsal e terá, no Gauchão deste ano, sua segunda oportunidade em competições oficiais no futebol. Quanto à mescla de atletas, ela avalia com entusiasmo a oportunidade de poder aprender com as meninas mais jovens, que terão nas Lobas a primeira chance de mostrar seu talento como profissionais. “O entrosamento entre as jogadoras mais experientes e as mais novas vai ser adquirido com o tempo. Acredito que temos muito que aprender umas com as outras. Apesar de ser uma das “cascudas” como o Marcos diz, tenho muito que aprender com as mais novas. Apesar delas serem novas de idade, têm bastante potencial, até mais experiência no campo que eu, isso é uma troca”.

Troca de experiências

Apesar do cenário em que as Lobas encontram-se, com treinamentos coletivos apenas aos finais de semana, Fernandinha fala em boa perspectiva para o Campeonato que começa há menos de um mês. “Acredito que o nosso time é muito bom no papel, cada uma das gurias têm sua qualidade individual, mas a base disso tudo é o treinamento. Acredito também que nosso time é bem competitivo. O entrosamento ainda falta, até porque eu e algumas das meninas nunca jogamos juntas, então ritmo de jogo a gente só vai ter com jogos e treinos, mas acredito que tenha tudo para dar certo”, finaliza a meia.

Uma das mais jovens, a atacante Andressa, de 18 anos, começou sua vida profissional nas Lobas em 2017, e após destaque acabou sendo cobiçada por outras grandes equipes, caso do Grêmio. A atacante avalia seu retorno, alguns anos depois, com outros olhos, de uma profissional mais interativa e pronta para aprender e ajudar. “Ter um grupo com jogadoras mais experientes é muito importante, nós que somos mais jovens sabermos escutar e conversar com elas só irá contribuir para o nosso próprio crescimento e evoluir do grupo. Nosso grupo é muito forte e estou confiante e ansiosa para a nossa estreia no Campeonato Gaúcho”.

 

 

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